O REGRESSO (pressão)

Olá…
Olá a mim mesmo, a muito tempo que já não escrevia algo (aqui), por momentos pensei que não voltaria a escrever, mas hoje arranjei algum tempo, na verdade houve outras alturas em que o tempo me permitiu vir até aqui, mas eu estava perdido no mundo, mundo esse que exerce uma pressão muito grande sobre os jovens da minha idade (pelo menos sobre mim), eu tenho muito força, disposição e energia, próprios da idade, que poderiam ser usadas em festas infindáveis e em tudo que só me trouxe-se alegrias, mas não, diariamente tenho que estar preocupado com as frequências atrás de frequências, com os pais que querem boas notas, com a namorada que quer toda a atenção do mundo, com o vizinho que não dei boa tarde, com a vida, com o que eu visto, com o que eu calço com um conjunto de com (s) que as vezes fazem-me pensar qual o sentido das suas existências…
Depois de pensar e repensar sobre os com (s) da vida, conclui que eles fazem sentido de existir. O porque de pensar assim? Penso desta forma porque os com (s) da vida, mesmo os mais fúteis, fazem-me ser o que sou neste mundo material, eles caracterizam-me, eles falam de mim, mesmo quando dão problemas atrás de dores de cabeça.
Então, através da minha reflexão, vi que o mundo não exerce nenhum tipo de pressão sobre mim, no fundo ele me deixa livre e deu-me a minha mente para o poder ser, vi que a pressão vem de dentro, vem de mim mesmo, quando falo de mim, falo de todos nós, cada um exerce a sua própria pressão sobre si mesmo e esse conjunto de pressão global do interior de cada um, forma como que uma força ou energia que faz-nos sentir pressionados pelo mundo, mas no fundo a pressão esta em nós, aquilo que exigimos em nós exigimos aos outros e os outros aos outros e no fundo tudo se transforma num mar de exigências que chamamos “pressão do mundo”…
Concluindo, essa pressão existe por minha vontade, faz-me ser o que sou, ajuda-me no meu crescimento e no fundo, com um pouco de querer da minha parte, torna-se em tudo que me dá alegria, porque as festas tem a sua altura, o seu momento e nem sempre são sinónimos de alegria, porque as frequências são as provas da minha capacidade, porque eu já exijo ao meu irmão mais novo que seja o melhor e tenha boas notas como exijo a mim mesmo (os meus pais são nada mais nada menos que uma mutação das minhas próprias exigências), porque eu também quero atenção e carinho da minha namorada, porque também consideraria o meu vizinho mal-educado se passa-se por mim e não me saúda-se e ria-me de certeza se alguém passa-se por mim com um camisola verde alface, um sapato roxo e uma calça cor-de-rosa, então a dita “pressão do mundo” que eu uso para fugir as minhas responsabilidades são criações minhas, responsabilidades minhas. Esta conclusão faz-me crer, cada vez mais, que o centro do universo é o meu coração, que a minha mente é a maior tela da existência onde pinto a minha realidade e tudo gira a minha volta, mas tudo é um só, pois tudo que sou os outros também são, tudo que espero os outros esperam, tudo que sinto eles também sentem. Neste panorama todo, se algum dia quiser mudar algo em minha vida, tenho primeiro que mudar a mim mesmo. Foi preciso deixar de escrever neste blogue para ver o quanto é importante cumprir as nossas promessas pois se não cumprirmos as promessas que fazemos a nós mesmo o mundo terá o mesmo comportamento para connosco…
Isto tudo para dizer que este post marca o meu regresso, e vou fazer uma publicação por semana mantendo vivo os meus pensamentos e partilhando os meus sonhos.
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Grande Piter, Grande post, espero que mais pessoas o leiam, pois tem uma lição importanete que cabe a cada um entender :D fica bem meu irmão.
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