O DESESPERO DA MÃE

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Bem, cá vai a minha próxima comunicação, um pouco atrasado (era para ter sido na segunda), mas vai sempre a tempo…



Certo dia, noite, manha, tarde, cheio de Luz e escuridão a Mãe de todos nós foi falar com o ponto que deu origem ao tudo e ao nada, ao muito e ao pouco, ao amor e ao medo. Ele o responsável pela existência, aquele cujo os mortais chamam de Deus e os imortais Eu, e disse a Mão Natureza, num tom que soou, a fúria de um furação, ao estrondo de um trovão ao choro de dor e desespero de uma Mãe:

- Hooo Tu que criaste tudo que é e não é, porque não olhas pela tua criação? Porque os deixas sofrer na amargura dos seus sucessivos erros? Porque não levantas a tua mão, puni-os ou ajuda-os, mas não os abandones, pois eu não posso fazer mais do que faço.

Então ele num tom suave, imponente, pávido e sereno, respondeu:

- Mãe Natureza, a tua dor é a minha dor o teu sofrimento também a mim pertence, mas repara, aos meus filhos dei riqueza fizeram pobreza, dei-lhes verdades fizeram mentiras, dei-lhes o dom de amar e eles tornaram-no patologias e consideraram-no impossível.

A voz imponente fez uma pausa, como que nesse curto espaço reflectisse sobre o que acabara de dizer ou desse tempo para que quem procurou a resposta reflectisse e então recomeço.

- Mandei profetas, mensageiros, génios e professores e no fim de tudo, muitos não acreditam na minha existência, outros desprezam ou alteram as minhas mensagens e a maioria culpa-me pelos desaires das suas escolhas. Por eles eu faço tudo, por eles eu sofro e choro, mas não posso, aliás não devo interferir nas suas escolhas. Com eles tenho um acordo que muitos denominam “Livre-Arbitrio”, deixou-os criar as suas próprias realidades, não os castigarei nunca pois eles já são castigados pelas suas escolhas e dessa forma estaria a trair a eles e a mim mesmo, não os ajudo da maneira que queres pois o que posso e faço é guia-los, não de uma forma imperativa, digo o que fazer mas não ordeno que o façam, mando ajuda mas não os obrigo a aceite-la. Eu não defino e escrevo o destino de cada um de vós, apenas encaminho-os com ideias e sugestões, para que concretizem a realidade que pretendem criar. Mãe natureza ages como uma verdadeira mãe, mesmo sabendo antemão todas estas verdades, lutas pelos teus filhos nutrida de compaixão, suplicas pela minha intervenção com toda devoção, mas digo-te a te e a todos que em algum momento de desespero me culpem…

EU NÃO DEVO FAZER NADA, MAS NUNCA VOS ABANDONO, PROCUREM DENTRO DE VÓS TODAS AS SOLUÇÕES.

Unknown

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.

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